Horário: Terça a domingo, das 10h00 às 18h00

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A Contextile – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea está de regresso a Guimarães para mais uma edição e volta a ocupar os espaços já habituais na cidade, incluindo o Museu Alberto Sampaio e a sua extensão, o Palacete de Santiago. As pré-aberturas nestes locais estão marcadas para as 17h30 e 18h30 de sexta-feira, dia 4 de setembro, respetivamente, antes da inauguração oficial marcada para o dia seguinte, sábado à tarde.

No Palacete da Praça de São Tiago, a curadora Janis Jefferies desafia cinco artistas a criar novas narrativas sobre quem somos e o que valorizamos num contexto social em que os compromissos climáticos são desprezados pelos principais decisores políticos e económicos. A exposição intitula-se A Change in the Weather? Material Storytelling in an Age of Uncertainty/Uma mudança no Tempo? Narrativas materiais numa era de incerteza” e apresenta a vanguarda artística de resistência face à atual situação, que usa o têxtil como matéria e veículo para contar histórias. Poderão ser vistas obras de Jakkai Siributr (Tailândia); Movana Chen (Hong Kong); Simon Callery (Inglaterra); Taloi Havini (Papua Nova Guinea); e Teresa Lanceta (Espanha).

Por sua vez, no Museu, o trabalho ao vivo desenvolvido nos últimos dias, em residência artística aberta à comunidade, pela artista Idoia Cuesta resultou numa obra que integra uma das intervenções de arte pública da Contextile, intituladas “Tecer o Verde”. Em parceria com Guimarães Capital Verde Europeia 2026, as residências artísticas desta edição reforçam a sinergia entre a arte têxtil contemporânea, a indústria têxtil, as tradições e as matérias-primas da região com as temáticas da sustentabilidade e com foco na criação de obras escultóricas e de instalação em espaço público.

Sob o expressivo tema By a Thread/Por um fio”, em 2026 a CONTEXTILE propõe uma reflexão sobre os tempos atuais – marcados por crises ambientais, sociais e económicas – e convoca a arte como uma ferramenta de resistência, cuidado e construção de novos futuros, sublinhando o poder transformador da arte e da cultura. Durante 85 dias, Guimarães será palco de um programa dinâmico e multidisciplinar, que inclui exposições, residências artísticas, performances, intervenções no espaço público, workshops e o ciclo de conversas Textile Talks.

O convidado desta edição é o conceituado artista conceptual chinês Ai Weiwei, que apresentará um conjunto de obras inéditas criadas especialmente para a Contextile. A inauguração oficial da Bienal acontece no próximo sábado, 5 de setembro, pelas 16h30, no Palácio Vila Flor, em Guimarães.